Vendas apontam tombo expressivo em 2014

Queda acumulada no primeiro semestre pode chegar a 9%

Com base no movimento dos emplacamentos na primeira metade de junho, já é possível projetar expressivo tombo nas vendas de veículos leves. A retração do mercado, que vinha se aprofundando mês a mês e chegou a 5% entre janeiro e maio, tende a aumentar ainda mais, com efeito de feriados e dias com poucos negócios provocados pela Copa do Mundo. A queda projetada esbarra em 9% no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013.

Segundo números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) repassados a Automotive Business pela consultoria Carcon Automotive, de 1º a 13 de junho foram emplacados no País 124,7 mil automóveis e comerciais leves. Na comparação com os mesmos 10 dias úteis de maio passado, a diferença é de apenas 0,5% a menor, mesmo com o feriado decretado em São Paulo, maior mercado do País, por causa da abertura da Copa do Mundo na quinta-feira, 12. Porém, mais três dias ociosos à frente podem provocar estragos adicionais.

O feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 19, reduz para 20 o número de dias úteis este mês, contra 21 em maio. Além disso, espera-se movimento fraco nas concessionárias pelo efeito de emenda na sexta-feira, 20, além do fim de semana ser seguido por um jogo da seleção brasileira pela Copa na segunda-feira, 23. Somando feriados, emendas e jogos do Brasil, junho teria, na prática, apenas 16 dias úteis inteiros.

“Projetamos para junho queda de 7% a 8% sobre os 278 mil veículos emplacados em maio”, avalia o consultor Julian Semple, da Carcon. Caso a pior previsão se concretize, retração de 8% ante o mês anterior, junho fecharia com 256 mil veículos leves emplacados, com expressiva redução de 15,5% na comparação com junho de 2013.

Considerando a projeção de 256 mil automóveis e comerciais leves emplacados em junho, no acumulado o primeiro semestre do ano fecharia com 1,56 milhão de unidades vendidas, o que representaria queda de 8,8% diante dos primeiros seis meses de 2013.

FONTE: Automotive Business http://tinyurl.com/ncrbgj6

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Brasil e Argentina fecham acordo

Normas de comércio de veículos entre os dois países vale por um ano

O governo brasileiro confirmou que chegou a um entendimento com a Argentina para prorrogação do Acordo sobre a Política Automotiva Comum de 1º de julho de 2014 a 30 de junho de 2015. Segundo comunicado divulgado no pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o documento foi assinado pelas presidentes dos dois países na quarta-feira, 11, na capital argentina, Buenos Aires.

Segundo o MDIC, o texto prevê que o Comitê Automotivo fará o monitoramento constante do comércio bilateral entre os países vizinhos “para garantir que todas as bases acordadas sejam cumpridas”.

 
O documento estabelece a retomada do sistema “flex” na proporção de 1,5. Quer dizer que para cada dólar exportado em veículos pela Argentina, o Brasil poderá vender US$ 1,50 aos argentinos. Segundo o Ministério, esta proporção está dentro dos níveis históricos de comércio efetivamente realizado entre os dois países no período de vigência do atual acordo. No comunicado o MDIC avalia que “a definição do percentual garante previsibilidade e fluidez no comércio bilateral, além de assegurar margem de conforto para a indústria brasileira”.

“O fato de o documento ter sido chancelado pelas presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner garante força política e é um passo importante para o setor dos dois países. Com isso, Brasil e Argentina agora figuraram entre os principais produtores e mercados com laços fortes e estratégicos. Esse é mais um passo para uma medida mais ambiciosa a partir de 2015”, afirmou em nota Mauro Borges, titular da Pasta do MDIC.

O documento possui três anexos. O primeiro deles estabelece as bases para a discussão do próximo acordo, a partir de julho de 2015. Há previsão da construção de uma política industrial comum para o setor de autopeças, com novos requisitos de origem para favorecer o setor de autopeças na região, a aplicação de normas técnicas comuns e a elevação dos níveis de segurança dos veículos produzidos nos dois países.

O segundo anexo traz a nomenclatura técnica dos componentes contemplados no acordo.
Já o terceiro trata de protocolo de intenções firmado entre representantes dos setores produtivos de Brasil e Argentina nos segmentos de fabricação de veículos automotores e de autopeças. Pelo protocolo, os setores produtivos (Anfavea e Sindipeças do lado brasileiro e Adefa, Afac e ADIMRA do lado argentino) comprometem-se a manter participação mínima nos respectivos mercados de veículos nas seguintes proporções: 11% de automóveis argentinos no Brasil e 44,3% de brasileiros na Argentina.
 
 
FONTE: Automotive Business

Senado aprova mudanças na Lei do Motorista

Jornada máxima de trabalho, que pelo projeto original poderia chegar a 12 horas, foi mantida em dez horas
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Foi aprovado nesta terça-feira (3/6), no Plenário do Senado, o Projeto de Lei 41/2014, que modifica a Lei do Motorista (12.619/2012). Com isso, foi estendido o tempo permitido de direção contínua, ou seja, sem intervalos de repouso. Já a jornada máxima de trabalho, que pelo projeto original poderia chegar a 12 horas, foi mantida em dez horas, após acordo entre os senadores.

Conforme o texto, a jornada diária do motorista profissional continua a ser de oito horas, com possibilidade de duas horas extras, totalizando o máximo de dez horas. O texto da Câmara tolerava o alargamento das horas extras, o que poderia levar a jornada a 12 horas.

O tempo de direção contínua permanece como no texto enviado pela Câmara, ou seja, a cada seis horas, o motorista deverá descansar meia hora, mas esse tempo poderá ser fracionado, assim como o de direção, desde que o tempo dirigindo seja limitado ao máximo de 5,5 horas contínuas. Hoje, o tempo máximo de direção é de quatro horas contínuas.

Já em relação ao atual descanso obrigatório diário, de 11 horas a cada 24 horas, poderá ser diluído em períodos e combinar com os intervalos de 30 minutos. O primeiro período, contudo, deverá ser de oito horas ininterruptas. Hoje, a lei prevê no mínimo nove horas contínuas de repouso.

Caso o Projeto seja sancionado, o tempo de descanso só será fiscalizado nas rodovias previamente homologadas pelo governo, e apenas depois de seis meses.

FONTE: PORTAL TRANSPORTA BRASIL