Levantamento da Fenabrave indica retração do mercado automotivo em fevereiro

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) anunciou os resultados da comercialização de veículos no país no mês de fevereiro. Em geral, o desempenho dos segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas) foi aquém do esperado. “Estamos vivendo o patamar médio da crise que ocorreu em 2008 e 2009. Isso traz desconforto para o setor”, alertou o presidente executivo da federação, Alarico Assumpção Júnior.

Foram comercializados no mês passado 222,49 mil automóveis e comerciais leves, com retração de 25,05% em relação ao primeiro mês do ano. No caso dos caminhões, o segmento emplacou 9,9 mil veículos, amargando queda de 18,12% na comparação com janeiro de 2013. No caso das motos, a retração foi de 19,39%. A única categoria que teve resultado positivo no período foi a de ônibus: foram emplacados 2,6 mil — alta de 8,72% em relação ao mês anterior.

Na somatória de todos os segmentos, os emplacamentos registrados em fevereiro caíram 22,62% na comparação com janeiro. O resultado é ainda mais negativo quando a base de comparação é fevereiro de 2012: 11,75% de diminuição.

Entre as razões expostas por Assumpção Júnior estão o menor número de dias úteis de fevereiro e a volta das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em recomposição gradual desde o início do ano.

Recuperação modesta

A Fenabrave redefiniu as projeções preliminares de resultado para o ano de 2013 feitas no início do ano: de 2,82% para 3,3%, com destaque para os emplacamentos de ônibus, que de 4,11% de crescimento passa a 15%. “As razões foram o volume de compras efetuadas pelos prefeitos que assumiram a gestão no início do ano e que investem mais em transporte público”, avaliou o presidente executivo da Fenabrave. Para o segmento de caminhões, a projeção caiu de 16% para 15%, e de comerciais leves, de 3% para 2,6%. No total dos segmentos analisados, a previsão de expansão neste ano mudou de 2,82% para 3,31%, indicando 5,6 milhões de emplacamentos.

A federação aposta na demanda de transporte da supersafra agrícola e da atividade aquecida dos setores da construção e mineração para alavancar as vendas de caminhões. Além disso, deve impactar positivamente Programa de Financiamento BNDES PSI4, com taxas deflacionadas, e o processo de renovação de frota, por exemplo, que atua junto aos portos. “As vendas são tradicionalmente menores entre janeiro e fevereiro, mas existe uma procura importante no segmento de pesados e extrapesados especialmente dos segmentos agrícola, em função da supersafra já anunciada, de construção e de mineração”, disse o presidente executivo da Fenabrave. Segundo eles as vendas devem bater na casa dos 158 mil caminhões comercializados.

Fonte: Frota Online

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Petrobras volta a aumentar preço do diesel

Como forma de aliviar as perdas com importação de combustíveis, a Petrobras anunciou ontem novo aumento no preço do diesel nas refinarias, de 5%. Há pouco mais de um mês o valor do combustível foi reajustado em 5,4% -a gasolina na ocasião ficou 6,6% mais cara para as refinarias.

O lucro da Petrobras caiu 36% em 2012, o pior resultado desde 2004 e que teve como reflexo a defasagem de preços dos combustíveis no mercado interno em relação ao internacional.

A estimativa é que o diesel suba 3% nas bombas, diz o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura). O novo preço vigora desde a 0h de hoje e já deve começar a ser repassado. O aumento tem efeito nos custos do transporte de cargas, de passageiros e na agricultura -o diesel é um dos principais insumos do setor. Além disso, há termelétricas que utilizam o combustível.

O segundo reajuste do diesel em 2013 deverá ter impacto de 0,18 ponto percentual neste ano no índice oficial de inflação, o IPCA. O cálculo, que considera o custo maior do transporte rodoviário de carga e de passageiros, é do especialista em logística e diretor do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), Maurício Lima.

Segundo ele, só o transporte rodoviário de carga terá custo adicional de R$ 4,5 bilhões. “Esse custo terá de ser repassado pelos transportadores aos donos das cargas.” A Petrobras disse em nota que “busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”.

“Foi uma medida correta para reduzir os prejuízos da companhia. O diesel seria o grande vilão da Petrobras em 2013”, diz Adriano Pires, do CBIE. Com esse aumento, a defasagem do combustível ficará menor, passando dos atuais 19% para 14%, estima.

O presidente-executivo do sindicato das distribuidoras (Sindicom), Alísio Vaz, afirmou que a decisão pegou o mercado de surpresa. “A expectativa era que o aumento viesse apenas no segundo semestre”, disse.

Com a sequência de reajustes, o setor de transportes de carga enfrenta problemas para o repasse desses custos. Segundo Marcelo Pardal, gerente da transportadora TFR, a empresa ainda tenta concluir as negociações para o repasse do primeiro aumento. “Não sei quando vamos conseguir negociar o novo aumento, mas não há outra opção”, diz Pardal.

Fonte: Folha de S.P

Novo Volkswagen Golf é eleito carro do ano na Europa


(Foto: Divulgação)

Novo Golf é eleito carro do ano na Europa


O novo Volkswagen Golf foi eleito, durante o Salão de Genebra, o carro do ano europeu. A sétima geração do hatch médio conquistou o título European Car of the Year 2013 com 414 votos, superando rivais como Toyota GT86/Subaru BRZ (202 votos), Volvo V40 (189 votos), Ford B-Max (148 votos), Mercedes-Benz Classe A (138 votos), Renault Clio (128 votos), Peugeot 208 (120 votos) e Hyundai i30 (111 votos).

É a segunda vez que o Volkswagen Golf é eleito o carro do ano na Europa – a primeira foi em 1992, quando o Golf da 3ª geração levou o título. Apenas o Golf e o Renault Clio foram eleitos por duas edições.

Fonte: G1

Velocidade máxima na Tamoios cai para 60 km/h nesta quarta-feira

A faixa adicional será extinta em toda a extensão do trecho de planalto. Mudanças ocorrem por conta da última fase das obras de duplicação. Obras tiveram início em maio de 2012 e devem ser concluídas em dezembro


(Foto: Carolina Teodora/G1)

A velocidade máxima na Rodovias dos Tamoios (SP-99) será reduzida de 80 km/h para 60 km/h a partir desta quarta-feira (6) por conta da fase final na obra de duplicação do trecho de planalto, que está prevista para ser concluída no dia 16 de dezembro.

O motorista também precisa ficar atento a outra mudança — a faixa adicional será extinta em toda a extensão do trecho de planalto e será transformada em canteiro de obras e acostamento. Após o término das obras, a velocidade máxima permitida deve ser retomada aos 80km/h.

Para concluir a duplicação, as obras serão feitas durante 24 horas do dia, com a implantação do terceiro turno e o número de operários na obra pode ultrapassar 2 mil, de acordo com o Estado. A medida pode causar transtorno aos motoristas e ampliar o tempo de viagem até o litoral norte paulista. Isso porque apenas uma faixa de rolamento para ir e voltar estará disponível para tráfego.

Contorno e Serra
No trecho de serra deve ser construída uma pista diferente da atual, que será utilizada apenas pelos motoristas que estão saindo do litoral norte sentido Vale do Paraíba. Já a pista atual ficará para os motoristas que estão descendo a serra sentido à praia. As obras devem começar no fim do ano. Já o contorno, o Estado deve definir na próxima semana a empresa que será responsável pelas obras.

Interdições
A Dersa pede aos motoristas que fiquem atentos às interdições que são realizadas na rodovia. O aviso prévio é feito sempre no dia anterior da interdição na página da Dersa na internet.

Fonte: G1

Falta de critérios para transporte aéreo de cargas dificulta expansão do setor


Embora não represente, em volume, um grande índice de movimentação de mercadorias, o transporte aéreo de cargas é estratégico para a economia de qualquer país. No Brasil, o tema não recebe a devida atenção das autoridades nacionais e a falta de critérios para atuação no setor impede a expansão e a entrada de novas companhias.

(Foto: UOL Notícias)

 Companhias reivindicam critérios para uso de infraestrutura para cargas

Durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última semana, o presidente da Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais no Brasil (Jurcaib), Robson Bortolossi, alertou que essa falta de critérios voltados para os cargueiros impossibilita a entrada de novas empresas do segmento no País.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a importação de bens pelo modal aéreo representa 18% do valor total das compras brasileiras do exterior, enquanto as vendas via transporte aéreo têm 4% de participação no valor exportado. As vendas pela internet também utilizam bastante os aviões, mas não dá para os cargueiros obedecerem às regras propostas na resolução, segundo a entidade.

O prazo para o envio de contribuições para a consulta pública foi prorrogado pela Anac até o dia 11 de março.

 

Fonte: Intelog