Principais rodovias de SP ganharão faixas adicionais

As principais rodovias do Estado ganharão faixas de tráfego adicionais a partir de 2013. As obras de expansão, que começam no próximo ano, devem aliviar os gargalos no acesso à capital para quem chega pelas pistas da Imigrantes, Anhanguera, Bandeirantes, Ayrton Senna, Castelo Branco e Raposo Tavares. O conjunto de intervenções ainda facilitará o deslocamento entre as cidades pequenas do interior, que sofrem cada vez mais com picos de trânsito em trechos curtos.

Segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o planejamento está previsto nos contratos de concessão e, quando executado, deve reduzir os já constantes congestionamentos registrados nas estradas. A primeira obra começa em janeiro, na pista norte da Imigrantes, sentido capital. A implementação da quinta faixa vai facilitar a vida de quem mora nas cidades da Baixada Santista ou do ABC e trabalha em São Paulo. Ela será construída entre o km 26 e o km 40 e será a primeira do pacote a sair, já em 2013.

De manhã, o trecho de 14 quilômetros trava na saída da Serra do Mar, em São Bernardo do Campo. A lentidão começa no acesso à interligação com a Anchieta. Lá, os caminhões trocam de pista e invadem a Imigrantes já no Planalto. O movimento é intenso até a saída para o Trecho Sul do Rodoanel.

Segundo dados da Artesp, quase 400 mil motoristas rodam por dia pelas rodovias privatizadas do Estado – a conta não inclui Dutra, Fernão Dias e Régis Bittencourt, que são federais. Dentro do modelo estadual de concessão, a preferida dos paulistas é a Castelo Branco, que registra movimento diário de 95,4 mil carros. Em dois anos, a rodovia ganhará faixas adicionais na ligação de Porto Feliz com Boituva, entre o km 104 e o km 122.

A decepção fica por conta das obras previstas para a Raposo Tavares, que trava diariamente nos horários de rush, especialmente no trecho urbano entre São Paulo e Cotia. A rodovia só prevê ampliar faixas de tráfego a partir do km 63, o que não aliviará os longos congestionamentos registrados na chegada à Marginal do Pinheiros, onde a estrada se transforma em avenida. O acesso a São Roque, no entanto, será facilitado, com prolongamento do trevo da cidade. A pista única até Mairinque será duplicada.

 

Fonte: Agência Estado

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Fábrica chinesa deve se instalar em linhares

Previsão é de que unidade da CN Auto crie 2,5 mil empregos

A importadora de veículos CN Auto vai instalar uma montadora em Linhares, Norte do Espírito Santo, com capacidade de produzir 30 mil carros por ano. O anúncio oficial deve sair até o final de dezembro. Na quinta-feira passada, no Palácio Anchieta, o governador Renato Casagrande e executivos da CN Auto assinaram um protocolo de intenções. O investimento estimado é da ordem de R$ 250 milhões.

O empreendimento se instalará numa área de 1 milhão de metros quadrados e vai gerar 2,5 mil empregos diretos. A empresa, que hoje importa da China as vans Topic, da Jinbei, e toda linha Towner de minivans e veículos de carga, da Hafei, ainda não definiu os modelos a serem montados em Linhares.

No protocolo assinado na semana passada, a CN Auto se compromete a promover o treinamento e a capacitação da mão de obra local. A intenção é utilizar trabalhadores da região em toda a linha de montagem. Além disso, a empresa, de acordo com o que foi assinado no protocolo, garante a contratação de fornecedores locais de bens e serviços.

Exigências – A CN Auto também promete empenho para estimular a formação de um polo industrial de fornecedores de autopeças no Espírito Santo.

Para se estabelecer em Linhares, porém, a CN Auto fez algumas solicitações, como a isenção do Imposto sobre Serviços (ISS) e do IPTU durante a construção e a redução da alíquota de ISS para 2% e a do IPTU pela metade na operação. A empresa também quer apoio do Estado e do município na obtenção das licenças ambientais.

O governo do Estado, em nota, confirmou a assinatura do protocolo, mas não confirmou o nome da montadora. “Foi assinado protocolo de intenções com uma potencial empresa fabricante de automóveis interessada em se instalar no Espírito Santo. A Secretaria de Desenvolvimento informa que todo protocolo de intenção mostra que as partes estão dispostas a colaborar, de acordo com suas possibilidades, para a viabilização do projeto”.

Mais interessados – Em setembro, a Tricos Districar pediu a sua inclusão no programa Invest-ES para usufruir dos benefícios concedidos. O grupo, que ainda não anunciou sua decisão, tem a intenção de se estabelecer em Linhares. A Tricos Districar, importadora oficial da marca sul-coreana SsangYong, da Changan e Haima, pretende investir US$ 300 milhões numa montadora com capacidade para produzir, inicialmente, 10 mil carros por ano.

 

Fonte: A Gazeta – ES

Venda de caminhões aumenta 15% no ano

Normas mais rígidas e a volta do IPI devem elevar os preços em até 15% no ano que vem. Transportadoras aproveitam para antecipar compras

Prestes a sofrer um aumento – já anunciado – de até 15% em seus preços no começo de 2012, os caminhões têm forte alta nas vendas neste ano. No acumulado de janeiro a outubro, o volume de veículos negociados cresceu 14,5% em relação ao mesmo período de 2010, atingindo 143,6 mil unidades, de acordo com a Fenabrave, fe­­de­­ração que representa as distribuidoras, e a expectativa é de que o mercado termine o ano com aumento próximo de 18% sobre 2010, somando pouco mais de 185 mil veículos.

O movimento de “pré-compra” está sendo motivado por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que passa a valer em 2012 e determina a atualização da produção nacional de veículos pesados ao padrão chamado Euro 5, que prevê níveis menores de emissão de poluentes. A partir de 1.º de janeiro, as montadoras do país só poderão produzir caminhões que respeitem as normas desse padrão, com tecnologias que devem encarecer entre 7% e 15% o preço final dos caminhões.

Além disso, também em janeiro chega ao fim a isenção que o governo federal havia promovido no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os caminhões, que voltarão a pagar a alíquota de 5%. Daí que a antecipação de compras, que hoje garante a felicidade de montadoras e concessionárias, pode se transformar em retração de mercado no ano que vem – quando os preços estarão maiores e a demanda, reduzida.

Frota maior – O grupo Ouro Verde está entre as transportadoras que decidiram antecipar as compras: adquiriu quase 400 caminhões, aumentando em 40% sua frota para locação, agora em cerca de 1,4 mil veículos. A compra totalizou pouco mais de R$ 80 milhões, sendo dividida entre modelos Volkswagen e Merce­des-Benz.

“Temos crescido muito na locação de equipamentos, principalmente de grandes caminhões, então já pensávamos neste aumento de frota. Para não sermos afetados por essa majoração de preços, resolvemos antecipar a compra”, diz Fábio Leite, gerente de compras corporativas da Ouro Verde.

Segundo ele, a demanda encarada pela empresa vem essencialmente dos setores sucroalcooleiro e da construção civil. “A safra de cana-de-açúcar, por exemplo, deve exigir um volume maior de caminhões apenas em abril. Mas, se es­­perássemos até os primeiros meses do ano, teríamos de comprar os modelos mais caros”, afirma.

Quem comemora a antecipação dos negócios é Roger Pedroso, diretor da divisão de caminhões da Servopa. A concessionária foi quem intermediou a compra dos veículos Volkswagen entre a Ouro Verde e a montadora, em uma negociação de 277 caminhões e R$ 47 milhões.

“Foi a maior venda do grupo Servopa para um único cliente e representou, em quantidade de veículos, quase 20% de nossos resultados anuais”, conta Pedroso. Segundo ele, essa negociação, sozinha, já representaria o aumento médio nas vendas que a Servopa experimenta a cada ano.

Montadoras – Para as montadoras, o cenário também é positivo. Nos dez primeiros meses do ano, a Volvo, que tem fábrica em Curitiba, vendeu 15,6 mil caminhões, número 31,5% superior ao do mesmo período de 2010. “O resultado é bom. Mostra que o setor está aquecido e maduro, refletindo o que ocorre na construção civil e na agricultura, que são os mercados que mais vêm exigindo caminhões”, diz Ber­nardo Fedalto, gerente de vendas da montadora.

Setor teme retração em 2012 – Com os números de vendas praticamente consolidados neste ano, o setor de caminhões já volta sua atenção para 2012. De acordo com executivos do mercado, o ano tende a não ser tão positivo e tanto as expectativas comerciais quanto a atividade do padrão Euro 5 no país ainda são cercadas de dúvidas.

Na questão comercial, parte das vendas de caminhões do ano acabou sendo antecipada em 2011 e, além disso, os preços sofrerão um aumento de cerca de 15% nos próximos meses, o que pode inibir parte das vendas. Quanto ao sistema Euro 5, as incertezas são em torno da oferta e dos preços do combustível que deverá ser utilizado pelos novos modelos – o diesel S50, que tem menor teor de enxofre.

Para Roger Pedroso, diretor da divisão de caminhões da Servopa, será difícil manter um crescimento de 20% no número de unidades vendidas ao ano, como a empresa vinha conduzindo nos últimos períodos. “Devemos ter um 2012 com os mesmos volumes de 2011, sem aumento nas vendas”, afirma Pedroso.

O gerente de vendas da Volvo Caminhões, Bernardo Fedalto, também diz acreditar que o movimento de “pré-compra” deve impactar as vendas no próximo ano. Segundo ele, a estimativa da montadora é de que a antecipação dos negócios represente de 5% a 10% das vendas fechadas em 2011 pela Volvo. “Esta antecipação é significativa e pode, obviamente, se refletir em uma queda na mesma proporção nas vendas do ano que vem”, diz Fedalto.

Nos casos da Servopa e da Volvo, a receita total pode não ser tão afetada pela redução na quantidade vendida de caminhões, uma vez que os veículos serão vendidos a preços maiores.

As dúvidas do setor quanto à estrutura para o funcionamento dos caminhões já fabricados no modelo Euro 5 só devem ser resolvidas nos primeiros meses de 2012. “É quando saberemos se um número suficiente de postos estará oferecendo o novo combustível necessário e quanto ele custará. Teremos de esperar”, afirma Fábio Leite, diretor de compras corporativas do grupo Ouro Verde.

Segundo ele, tanto a Petro­bras quanto as montadoras tentam constantemente tranquilizar o setor quanto à atividade, mas as incertezas, principalmente quanto aos preços dos combustíveis, ainda atrapalham as empresas.

“Fica difícil fazer um planejamento de prazo mais longo para alguns projetos sem conhecer parte dos custos que teremos. Até por isso, apostamos na compra dos modelos Euro 3 (caminhões já vendidos, com padrão anterior ao Euro 5)”, diz Leite. Segundo ele, com essas indefinições a possibilidade de novos aumentos na frota deve esperar mais alguns meses para ser avaliada.

 

Fonte: Gazeta do Povo – PR

Idade da frota brasileira eleva o risco

A proporção aumenta para 30% se considerada a frota “segurável”, aquela que atende requisitos básicos para ter o risco coberto pelas seguradoras

A frota circulante está em torno de 60 milhões de automóveis, dos quais apenas 13,5 milhões estão no seguro, o equivalente a 22,5%. A proporção aumenta para 30% se considerada a frota “segurável”, aquela que atende requisitos básicos para ter o risco coberto pelas seguradoras.

O principal motivo para o baixo número é a elevada idade da frota. O custo do seguro de um carro velho é muito maior se comparado ao seu valor venal. Apesar de as vendas de automóveis terem experimentado forte expansão, o seguro não acompanhou o movimento.

Carlos Alberto Trindade Filho, vice-presidente de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica, afirma que dos veículos produzidos nos últimos cinco anos, 67% estão no seguro. Os 33% de carros novos fora do seguro correspondem, segundo ele, às pessoas de baixa renda que compraram carros novos financiados.

Marco Antonio Gonçalves, diretor da Bradesco Auto/RE, reforça que a chamada “nova classe C” não consegue comprar o seguro porque o financiamento do veículo já consome boa parte da renda. “O que temos que fazer é dilatar a forma de pagamento”. A Bradesco está dividindo o seguro em até 12 vezes, que é o máximo de parcelamento possível.

Em termos de faturamento, calcula-se que o mercado vai encerrar 2011 com crescimento de 6,5% a 7%, acima da economia do país, que deve crescer entre 3,5% e 4%. Porém abaixo das estimativas feitas no fim do ano passado, que se situavam entre 10% e 11%.

Gonçalves explica que o faturamento das seguradoras de automóveis esteve pressionado por uma queda dos preços das coberturas. “Os preços estão achatados pela concorrência”, comenta.

Mercado restrito e fortemente concorrido tem levado as seguradoras a investir cada vez mais em conveniência e benefícios diferenciados, uma vez que risco e assistência 24 horas já viraram padrão. Entre as maiores do setor, Porto Seguro, Bradesco e SulAmérica estão investindo em ampliação da rede de centros automotivos, parcelando o seguro em até dez ou doze vezes e buscando soluções criativas, tanto para agradar e manter a fidelidade dos clientes como para buscar novos. Entre as médias, a Zurich lançou um seguro de automóveis com cobertura para desemprego que quita as parcelas restantes do se o cliente ficar desempregado na vigência do contrato.

Líder de mercado com mais de quatro milhões de automóveis segurados, (somando com a frota da Itaú e da Azul Seguros), a Porto Seguro está apostando em educação e orientação aos motoristas, com cursos e palestras gratuitas que têm atraído centenas de clientes, afirma Marcelo Sebastião, diretor de Auto da Porto.

O curso de mecânica para mulheres é o grande “hit”, reunindo quase 200 mulheres no auditório da empresa no centro de São Paulo todos os meses. A Porto registrou um crescimento de 7,5% em faturamento e 13% da frota segurada nos primeiros nove meses de 2011 comparado ao mesmo período de 2010.

A Bradesco Seguros tem apostado em “conveniência”, diz Gonçalves. Isso significou aumentar o número de centros automotivos (BAC) e disseminar o uso de meios eletrônicos para a comunicação com os clientes, tanto na contratação do seguro quanto no aviso de sinistro, valendo qualquer meio, do já tradicional e-mail ao tablet e smartphone. Para isso, a seguradora contratou três corretoras especializadas em captar negócios via internet – Sossego, Economize e Smartia.

A SulAmérica abriu mais quatro centros automotivos este ano e deve encerrar 2011 com 35 unidades operando ao ritmo de 36 mil atendimentos a sinistros ao ano. Também criou produtos especialmente desenhados para grupos de clientes como o seguro por quilômetro rodado para caminhoneiros e benefícios especiais para mulheres, como o motorista para buscar as crianças na escola se a cliente não puder.

“Apostamos em produtos com inovação, benefícios específicos para públicos distintos”, diz Trindade Filho. A SulAmérica, que tem 1,5 milhão de veículos segurados, registrou a entrada de 200 mil carros segurados este ano e um crescimento de 7,4% em prêmios nos primeiros nove meses de 2011 comparado ao mesmo período de 2010.

 

Fonte: Valor Econômico

ABSA inaugura terminal de cargas em Manaus

Terminal de cargas domésticas da empresa em Manaus (AM) será inaugurado dia 1º

A ABSA Cargo Airline, empresa de carga aérea com sede no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), inaugura no dia 1º de dezembro mais uma estrutura de distribuição no país. Trata-se do seu terminal de cargas domésticas de Manaus, no Amazonas.

Estrutura – De acordo com a empresa, o novo terminal é fruto de um investimento de US$ 500 mil e consolida ainda mais sua participação na rota Manaus – Guarulhos – Manaus, inaugurada em março de 2009 e que hoje opera 14 voos semanais, com uma ocupação de aproximadamente 90%. Com mais de 3.700 metros quadrados de área útil e 32.000 metros cúbicos, ele fica no condomínio Distribuition Park, cerca de 10 minutos do Aeroporto Internacional de Manaus.

O terminal de cargas domésticas da ABSA na capital amazonense conta com oito docas, sendo cinco destinadas a entrega e recepção de carga a granel; duas a entrega e recepção de carga paletizada e outra com rampa para carga perecível. No que se refere as tecnologias da sua nova estrutura de distribuição, a empresa destaca as plataformas hidráulicas e equipamentos de última geração para empilhadeiras e leitura óptica, além do controle de armazenagem totalmente eletrônico, por meio de etiquetas com código de barras.

Já no primeiro ano do novo terminal, a expectativa da ABSA Cargo é operar cerca de 40 mil toneladas de cargas. “A ABSA está sempre em busca de novas oportunidades. Manaus é hoje um grande pólo de produção dos mais variados segmentos, que abastece todo o país. Com a ampliação da malha aérea e nossa presença cada vez mais fortalecida na rota MAO- GRU- MAO decidimos investir na criação de um Terminal de Cargas que pudesse suportar nosso fluxo local e, assim, oferecer um serviço diferenciado aos nossos clientes”, destaca o diretor executivo da empresa, Pablo Navarrete.

*Mais informações: www.absacargo.com.br

 

Fonte: Canal do Transporte

Polícia recupera carga de pneus avaliada em R$ 110 mil

Policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) recuperaram uma carga roubada de pneus e outra de polietileno, além de dois caminhões. Osa materiais foram encontrados pelos policiais em um terreno no bairro Estação, em Araucária, região metropolitana de Curitiba.

Segundo o delegado-titular da DEDC, Cassiano Aufiero, a carga de pneus está avaliada em R$ 110 mil e foi devolvida aos proprietários. Já a carga de polietileno e os dois caminhões, os policiais estão investigando os reais proprietários para fazer a devolução e avaliar os bens.

A polícia já tem suspeitos e analisa imagens feitas por câmeras de segurança existentes nas proximidades do local onde a carga foi encontrada.

 

Fonte: Paraná Online

Valor do IPVA de 2012 será 6,86% menor que o cobrado este ano

É o segundo ano consecutivo que os contribuintes de MS têm desconto no IPVA. O projeto com os novos valores do imposto deve ser encaminhado nos próximos dias à Assembleia Legislativa.

O Governo do Estado publica até o dia 10 de dezembro a tabela do IPVA 2012 com valores 6,86% menores que os deste ano. Em Mato Grosso do Sul os contribuintes têm dois descontos – na alíquota, que reduz de 5% para 2,5% o percentual aplicado sobre o valor venal do carro – e na avaliação do veículo, que tem desconto de 9% e sobre o resultado é aplicado a tabela da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

É o segundo ano consecutivo que os contribuintes de MS têm desconto no IPVA. O projeto com os novos valores do imposto deve ser encaminhado nos próximos dias à Assembleia Legislativa. A estimativa de arrecadação não foi divulgada, mas espera um salto, podendo chegar a R$ 350 milhões. Mesmo com a redução do imposto, haverá aumento, por causa do crescimento da frota, Só em Campo Grande são mais de 400 mil veículos.

Segundo a Secretaria de Fazenda do Estado, o IPVA é a segunda fonte de receita, depois do ICMS, e segue a mesma distribuição do tributo no rateio com os municípios, que têm cota de 25% sobre o total arrecadado.

O valor de mercado dos veículos é que determina a base de cálculo do imposto. No caso de Mato Grosso do Sul, o governo aplica a média do valor de mercado, apurada pela tabela da FIPE e dá desconto de 9%.

Alíquotas – As alíquotas são de: 1% na primeira tributação de veículos novos de cilindrada igual ou inferior a 150 cm³, adquiridos a partir de 1° de janeiro de 2011, de revendedores de Mato Grosso do Sul; 1,5% para caminhões, ônibus ou micro-ônibus para transporte de passageiros; 2% para motocicletas; e 2,5% para automóveis, caminhonetes e utilitários. MS é um dos poucos Estados que cobram 1,5% de caminhões. A alíquota de 2,5% só é aplicada em MS e outros oito estados.

O governo pode repetir a fórmula adotada em relação às frotas de transportadoras, que tiveram incentivo em razão dos reflexos da crise que começou em outubro de 2009.

Neste ano, a redução foi de 50% para empresas com frotas compostas por mais de 30 veículos registrados em seu nome (carretas, caminhões, ônibus e microônibus), passando de 1,5% do valor da tabela FIPE para 0,75% e, no caso de carros de 2,5% para 1,25%.

As formas de pagamento seguem as mesmas de anos anteriores. Para pagamento à vista, 10% de desconto (até o vencimento, em 31 de janeiro) ou em três parcelas, com vencimento no fim de janeiro, fevereiro e março. O IPVA devido por proprietário ou possuidor, paraplégicos ou portadores de deficiência física, impossibilitados de utilizar o modelo comum, fica reduzido 60%.

Isenções – Ficam isentos do pagamento do IPVA os seguintes veículos:

• a máquina agrícola e a de terraplenagem e o trator, bem como a aeronave de uso exclusivamente agrícola;

• a locomotiva e o vagão ou o vagonete automovidos, de uso ferroviário;

• a embarcação de pescador profissional, pessoa física, por ele utilizada individualmente na atividade pesqueira;

• o ônibus de transporte coletivo urbano, que tenha rampa ou outro equipamento especial de ascenso e de descenso para deficiente físico;

• o triciclo e o quadriciclo, para deficiente físico, de uso individual;

• destinados exclusivamente ao socorro de feridos e doentes.

• destinados ao combate de incêndios, quando não pertencente a pessoa imune;

• rodoviários utilizado efetivamente como táxi, com capacidade para até cinco pessoas, limitada a isenção a um veículo por beneficiário;

• com mais de quinze anos de fabricação;

• pertencentes ao turista estrangeiro, durante seu período de permanência no País, nunca superior a um ano, em relação a veículo de sua propriedade ou posse, não matriculado, não inscrito ou não registrado, ou não averbado, não assentado, não licenciado, não inspecionado ou não vistoriado, em Município de Mato Grosso do Sul;

• pertencentes à Embaixada, à Representação Consular, ao embaixador e ao representante consular, bem como à pessoa que faça jus a tratamento diplomático, quanto ao veículo de sua propriedade ou posse, condicionado o benefício ao país de origem que adote reciprocidade de tratamento.

São imunes do IPVA, relativamente aos veículos aéreos, aquáticos e terrestres integrantes dos seus respectivos patrimônios:

• A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

• Os partidos políticos, inclusive suas fundações, as entidades sindicais dos trabalhadores, as instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos do art. 14 do Código Tributário Nacional, e do art. 3º, § 4º, da Lei Estadual Nº 1810, de 22 de dezembro de 1997.

• As autarquias e as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, desde que tais veículos estejam vinculados às suas finalidades essenciais, ou às delas decorrentes.

• Os templos de qualquer culto.

 

Fonte: Campo Grande News