Link oferece sistema de rastreamento náutico

O sistema é importante principalmente devido aos navios piratas

A Link Monitoramento, empresa paranaense especialista em monitoramento de veículos, também conta com sistema de rastreamento para meios de transporte fluviais, devido principalmente aos ataques de piratas, que são rápidos e violentos.

Isso acontece pois não há fiscalização necessária para abordar os barcos em locais isolados, geralmente rodeados por matas fechadas, além do pouco controle nos portos.

De acordo com o informações do Portal SEGS, no Amazonas e no Pará a cada 12 dias uma embarcação é vítima de ataques de piratas. E a situação ainda é poio na baía do Guarujá e na Ilha de Marajó, ambas localizadas no Pará.

“Com o monitoramento é possível saber onde o objeto rastreado está em um determinado momento; limitar o espaço onde pode circular, por meio de rotas pré-estabelecidas ou cerca eletrônica; definir limites de velocidade e calcular distâncias percorridas”, explica Sílvio Torres, presidente da Link Monitoramento.

 

Fonte: InfoGPS

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Obras reduzem gargalos do transporte

Até o mês que vem deve estar pronto o projeto de ampliação da pista e do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Santa Maria

Obras para todos os lados tentam eliminar os gargalos na infraestrutura de Sergipe. Nos últimos anos foram abertos mais de 1.400 quilômetros de rodovias e três quilômetros de pontes. O serviço de esgoto está chegando a quase 70% das moradias. O projeto que vai duplicar o atendimento aos passageiros no aeroporto de Aracaju está em fase final e as reformas devem começar no ano que vem. A rede hospitalar está sendo ampliada e já foram inaugurados 57 centros de saúde da família.

“O que foi feito já mudou a face de Sergipe”, diz o secretário de Infraestrutura (Seinfra), Valmor Barbosa. “Sergipe é um canteiro de obras e tem crescido expressivamente na geração de empregos e em indústrias instaladas.”

Investimentos de R$ 421 milhões recuperaram a malha rodoviária. Até o fim deste ano serão entregues mais 80 quilômetros de novas rodovias. Uma das obras principais foi a SE-285, em Indiaroba. Em janeiro de 2007, 62% das rodovias estavam em condições precárias, 29% em situação regular e apenas 9% em bom estado. Hoje, o quadro é outro: 56% das rodovias estão em boa situação, o quadro é regular em 32% e as que estão em condições ruins não passam de 12%, segundo a Seinfra.

Até fevereiro deve ser entregue a ponte Gilberto Amado, com 1.712 metros sobre o rio Piauí. A construção tem custo estimado em R$ 110 milhões. Outros R$ 56 milhões foram destinados à obra da ponte Joel Silveira, entre Aracaju e Itaporanga, inaugurada em março.

As obras na SE-240, que liga a BR 101 ao terminal marítimo Inácio Barbosa, em Barra dos Coqueiros, garantem maior eficiência ao escoamento da produção. O porto operado pela Vale tem capacidade para armazenar 55 mil toneladas e é usado para o transporte de coque, uréia, cimento, trigo e fertilizantes e ainda é base para as operações da Petrobras. “A nova malha rodoviária também benefícia as cidades turísticas na beira do Rio São Francisco, que passam a ter novas condições de atrair o turismo”, diz Valmor Barbosa.

Até o mês que vem deve estar pronto o projeto de ampliação da pista e do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Santa Maria. A obra deverá custar R$ 300 milhões à Infraero. Outros R$ 90 milhões serão destinados pelo governo local à construção de um anel viário e desmonte de um morro. A previsão é que as obras do entorno do aeroporto comecem no ano que vem e estejam concluídas até 2014. A obra da pista deve começar em meados de 2012 e ser entregue em 2013 e a do terminal deve estar concluída em 2014. A modernização amplia a capacidade do aeroporto de 800 mil passageiros para 1,5 milhão por ano.

Na área de saneamento, os projetos do governo do Estado pretendem ampliar a rede de esgoto sanitário, que beneficia 30% da população da Região Metropolitana de Aracaju, para 65% até o fim de 2014. Os investimentos previstos somam R$ 514 milhões. Para março de 2012 está prevista a inauguração da barragem do Rio Poxim, com investimento de R$ 85 milhões, que vai assegurar a regularização do fornecimento de água da região metropolitana.

 

Fonte: Valor Econômico

Ferrovia interoceânica tem custo de US$ 3,7 bi

O projeto do corredor bioceânico tem 3.576 quilômetros de extensão, com bitola métrica, e aproveita trilhos existentes em 17 de seus 26 lotes

A obra de infraestrutura mais cara, entre os 30 projetos listados pelos governos da América do Sul como prioritários para a integração, é um corredor ferroviário que passará por quatro países e custará US$ 3,7 bilhões para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, entre Paranaguá e Antofagasta.

O projeto do corredor bioceânico tem 3.576 quilômetros de extensão, com bitola métrica, e aproveita trilhos existentes em 17 de seus 26 lotes. O principal trecho a ser construído está no Paraguai, com 608 quilômetros.

No Brasil, dois trechos precisarão ser construídos. O primeiro fica entre Cascavel (PR) e a fronteira com o Paraguai, com 173 quilômetros e orçamento de R$ 583 milhões, está em área de concessão da Ferroeste. O outro, entre Cascavel e Maracaju (MS), chega a 440 quilômetros e exige investimento de R$ 1,4 bilhão. Para viabilizar o projeto, há a necessidade ainda de intervenções como contornos ferroviários, para evitar a passagem por áreas urbanas de cidades como Joinville, Curitiba e Jaraguá do Sul. A maior parte dos trechos existentes é operada pela América Latina Logística (ALL).

“Tendo em vista a quantidade de recursos necessários, a atuação estatal será imprescindível para garantir aos agentes privados a atratividade financeira de negócios que possam ser gerados a partir do corredor”, diz o estudo técnico, contratado pelo BNDES, que será apresentado aos ministros de infraestrutura da América do Sul, na quarta-feira. O relatório, que engloba análises econômico-financeiras e jurídicas, foi elaborado por seis empresas: Ernst&Young, Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura, Enefer Consultoria e Projetos, Trends Engenharia e Infraestrutura, Vetec Engenharia e Siqueira Castro Advogados.

O projeto pode ser implantado até 2015. Nas projeções, a produção ferroviária aumentará de 145 bilhões para 375 bilhões de tku (toneladas transportadas vezes o número de quilômetros percorridos) em 2045. A economia aos produtores, nos custos de transporte, seria de US$ 195 milhões por ano quando o corredor entrar em operação e chegará a US$ 513 milhões anuais no fim do período.

O Paraguai, que hoje vê a hidrovia Paraná-Paraguai como sua principal artéria para escoamento de produtos, teria os ganhos logísticos mais importantes. Mas também arcaria com os maiores gastos, já que precisaria erguer sua infraestrutura ferroviária praticamente do zero. Na Argentina, os trechos novos somam apenas 63 quilômetros, enquanto o Chile não precisa de nenhuma expansão de sua malha.

O estudo indica que bens agrícolas representam hoje 77% da produção na área de influência do corredor bioceânico, mas essa proporção cairá para 58% em 2045, devido ao crescimento da produção do cobre e de bens industrializados. A carga geral de contêineres deverá significar cerca de 65% do transporte na ferrovia. “Em médio prazo”, segundo o relatório, “as unidades territoriais Paraguai Centro e Antofagasta tornam-se mais dinâmicas, enquanto as Sudoeste do Mato Grosso do Sul e Atacama ganham mais importância, dentre outras mudanças menos evidentes”.

Um grupo de trabalho estudará a implantação da ferrovia. Várias opções de financiamento são consideradas: BID, BNDES, Corporação Andina de Fomento (CAF), e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, além de recursos privados.

 

Fonte: Valor Econômico

Dilma entrega primeiro navio da Petrobras construído inteiramente no Brasil

Navio-tanque tem 183 m de comprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis

A presidenta Dilma Rousseff voltou a dizer, no início da tarde de hoje (25), no Rio de Janeiro, que o Brasil não vai exportar empregos. “Estamos conseguindo garantir emprego e não vamos permitir que se exporte emprego para fora. Não vamos permitir porque nosso compromisso é com a grandeza do nosso país e, para um país ser grande, seu povo tem que ter acesso ao emprego”. A declaração foi feita a um grupo de trabalhadores da indústria naval, na cerimônia de entrega do primeiro navio construído no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras.

“Esta cerimônia faz parte de uma luta, que vocês ajudaram muito a travar, mesmo antes de estarem empregados no estaleiro ou antes de estarem sendo beneficiados pelo fato de, no Brasil, termos emprego”, disse Dilma Rousseff, que fez questão de lembrar a crise que a indústria naval brasileira enfrentou ao longo de décadas. “Quando o presidente Lula chegou ao governo, a industria naval estava paralisada”.

O navio Celso Furtado, entregue hoje (25) à Transpetro, subsidiária da Petrobras do setor de logística, é um dos 49 previstos no Promef, criado pela estatal para impulsionar a indústria naval brasileira. “No Brasil, muita gente dizia que dava para crescer, mas que poucos ficariam ricos. [Celso] Furtado disse que crescimento era uma coisa e desenvolvimento era outra, que país só se desenvolvia se o povo crescesse junto”, disse a presidenta, citando o economista e imortal Celso Furtado, cujo nome foi escolhido para batizar o navio.

O Celso Furtado é um navio-tanque com 183 metros de comprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustíveis, como gasolina e óleo diesel.

O Promef é apontado como o principal instrumento da modernização e ampliação da indústria naval brasileira. Três estaleiros já foram construídos para atender à demanda atual e à expectativa de crescimento do setor: o Rio Tietê, em São Paulo, e Atlântico Sul e STX-Promar, em Pernambuco. O programa também é responsável pela retomada do mercado de trabalho do setor. Na virada do século, os poucos estaleiros nacionais que resistiram à crise empregavam pouco mais de 2 mil pessoas. Atualmente, emprega quase 60 mil pessoas, segundo dados da Transpetro. Do total de embarcações projetadas, 41 foram encomendadas, envolvendo investimentos de R$ 9,6 bilhões. Oito navios ainda estão em processo de licitação.

 

Fonte: Agência Brasil

Peças de carros importados estão a salvo de IPI mais caro

Medida do governo não alcança as autopeças e reajuste na mão de obra está descartado

O preço da manutenção dos carros importados não deve ter reajuste com a alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos previsto para entrar em vigor em dezembro. O consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa[/TEXTO_NORMAL], diz que a medida do governo não alcança as autopeças e acrescenta que não há motivo para um reajuste na mão de obra, já que o trabalho continuará sendo o mesmo.

O diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Luiz Carlos Mello, diz também que não deve haver falta de autopeças no mercado. “Não há possibilidade de problemas de suprimento”, afirma. Ele diz que as montadoras estrangeiras, sobretudo as chinesas e coreanas, que vendem maior volume de importados no Brasil, devem rapidamente suprir a necessidade do mercado.

Já em relação ao preço das autopeças, eles continuarão sendo mais caros do que as de veículos nacionais, mas, segundo os especialistas, as montadoras estão investindo em pacotes de revisão programada que visam a reduzir os custos da manutenção para o consumidor. “Os importadores estão investindo muito em pós-venda. Se a manutenção é muito cara ou se falta peça e o veículo fica parado, isso passa de boca em boca com muita velocidade”, afirma.

A Honda, que trabalha com dois modelos importados e o restante da linha produzida no Brasil, é uma das que informam ao comprador do carro produzido no exterior o valor das revisões. Para uma CRV, que custa R$ 96 mil em sua versão mais completa, a primeira revisão sai por R$ 113,82 e a segunda por R$ 440,99. “A montadora opta por ganhar menos, mas ganhar sempre. Por isso, a maioria dos proprietários continua fazendo revisões na autorizada mesmo depois que o carro já saiu da garantia”, afirma o gerente de manutenção da Banzai, Rogério Pedrosa.

Mas para quem tem carro importado e precisa de repor peças fora das revisões programadas, o preço das peças dos importados pesa no bolso. “Gastei R$ 1.000 para trocar uma única peça”, reclama o aposentado Paulo Fontes, que tem um Citroën C3.

Manutenção encurtou a vida do Classe A no país – Lançado em 1999 como a grande aposta da Mercedes Benz para o mercado brasileiro, o Classe A foi produzido durante cinco anos em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e saiu de linha, entre outros motivos, pelo alto custo de manutenção. “Eu comprei um Classe A porque era bonito e confortável, mas fiquei com ele pouco tempo. Qualquer coisinha que precisava de oficina era uma fortuna”, lembra o administrador Afonso Mendes. Ele completa que era difícil encontrar peças e mão de obra fora das autorizadas, por se tratar de uma modelo que não era vendido em massa.

Além do alto custo de manutenção, contribuiram para a vida curta do Classe A brasileiro o preço alto (cerca de R$ 30 mil na época) e a propaganda tida como infeliz, cujo anúncio dizia “até você de Mercedes”. O carro foi lançado para ser o “popular” da marca no Brasil e era o único a ser produzido na fábrica de Juiz de Fora. Com o fim de sua produção, a montadora tentou diversos projetos para a planta industrial mineira e atualmente monta caminhões na unidade.

Governo tenta barrar estrangeiros – O crescimento da venda de importados desencadeou uma guerra entre as importadoras e a indústria nacional e levou o governo federal a aumentar em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos fabricados em outros países. A medida foi anunciada em setembro e, na época, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a importação tinha crescido 112% nos 12 meses entre setembro de 2010 e agosto deste ano.

“Hoje o consumo brasileiro está sendo apropriado pelas importações, é o desespero da indústria mundial e o Brasil está sofrendo esse assédio”, disse ele, ao anunciar o aumento do IPI. A intenção do governo era que as novas alíquotas entrassem em vigor imediatamente, mas a Justiça adiou o início da vigência para 16 de dezembro.

O ministro Guido Mantega disse que o governo monitorará aumentos fora do normal no preço dos veículos nacionais, após a elevação do IPI para importados. “Conversamos com a indústria e há o compromisso de que não haverá aumentos”, disse. (APP com agências)

Entenda o caso – Em 15 de setembro, o governo aumentou o IPI dos importados para proteger a indústria nacional. Em 20 de outubro, a Justiça determinou que as novas alíquotas só entram em vigor em dezembro. Montadoras que já anunciaram investimentos no Brasil e importados do Mercosul e do México não serão afetados.

 

Fonte: O Tempo – MG

Carros inseguros

Governo precisa induzir indústria a incorporar itens de segurança nos veículos brasileiros, mal cotados em ranking internacional

Tem faltado reciprocidade, para dizer o mínimo, na relação entre a indústria automobilística e o mercado consumidor brasileiro.

Vistos como estratégicos para o desenvolvimento econômico do país há pelo menos cinco décadas, objeto de privilégios e isenções fiscais concedidos pelo Estado, os fabricantes de veículos, em alguns aspectos, tratam os brasileiros como cidadãos de segunda classe.

É o que se depreende de pesquisa realizada pela organização NCAP (sigla em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos), que desde 1997 aplica testes de segurança em veículos europeus.

Segundo a entidade, os automóveis mais vendidos na América Latina, inclusive no Brasil, estão 20 anos atrasados em relação aos padrões de segurança vigentes nos países da Europa.

A falta de airbags e de cabines com estruturas adequadas, por exemplo, concede aos chamados modelos populares brasileiros a classificação de uma estrela, numa escala que vai de zero até cinco, cotação atingida pelos automóveis do mundo rico. “Uma estrela; isso quer dizer motorista morto”, sintetizou David Ward, secretário-geral da organização.

De fato, o resultado é suficiente para levantar a suspeita, a ser comprovada, de que parte do crescente número de mortes nas ruas e estradas do país poderia ser evitada se equipamentos básicos de segurança fossem instalados em toda a frota nacional.

Segundo a NCAP, numa colisão de automóvel sem airbag ou freios antitravamento, em velocidade moderada (inferior a 70 km/h), há risco de morte para seus ocupantes, o que não aconteceria se o mesmo veículo estivesse equipado com tais mecanismos.

O secretário-geral da organização indica que a responsabilidade pelos problemas é, em grande medida, dos governos latino-americanos, que não exigem das montadoras testes de segurança adotados na Europa e nos EUA.

No caso brasileiro, há ainda um agravante. O excesso de benefícios concedidos às montadoras também é responsável pelo produto de segunda categoria, ao menos no item segurança, comercializado no país. Protegidos, por exemplo, pelo recente aumento de 30% do IPI para automóveis importados, os fabricantes locais se veem à vontade para cobrar preços mais elevados e ignorar avanços tecnológicos incorporados às unidades fabricadas em outros países.

Para baratear os modelos mais populares, um dos subterfúgios é abrir mão de itens de segurança, que possivelmente poderiam estar instalados no produto final caso houvesse um pouco mais de concorrência externa.

Compete ao governo, portanto, tomar as medidas cabíveis para induzir a indústria a mudar esse padrão de comportamento -por meio de normas técnicas, testes de segurança obrigatórios, contrapartidas para isenções e menos proteção.

 

Fonte: Folha de S. Paulo