Pesquisa revela trechos rodoviários mais perigosos do País

A BR-101, localizada no Pernambuco, foi considerada a principal rodovia do País em termos de acidentes com vítimas fatais. A avaliação, realizada pela Fundação Dom Cabral e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), concluiu que o trecho entre os quilômetros 51 e 100 é o mais perigoso de todo Brasil, com uma média de 5,7 acidentes com mortes a cada mil veículos que circulam por dia. Os números se referem às ocorrências registradas em 2009. A BR-476, no Paraná, trecho entre os quilômetros 101 e 150, ficou em segundo lugar no ranking com 5,21 acidentes com mortes. Em seguida aparece a BR-116, no Rio Grande o Sul, BR-101, em Santa Catarina, e SP-280, que é a rodovia Castelo Branco/SP. O estudo constatou que os dez trechos apontados como campeões de acidentes com vítimas estão em áreas urbanas. No entanto, independentemente das condições da pista, quanto mais movimento de veículos, maior é o perigo. O estudo mostrou também que a quantidade de acidentes diminui quando a estrada é ruim, mas a gravidade deles aumenta.

“Quando o motorista está em uma estrada com boas condições ele pisa no acelerador. Em estradas ruins ele reduz a velocidade, mas muitas vezes tem a ilusão de que conhece a pista, e acaba cometendo muitas imprudências. Por isso, não adianta investir em segurança nas estradas se o comportamento do motorista não mudar. Pensar que investir em segurança diminuirá o número de acidentes é ilusão. Se nada mudar, o Brasil terá os maiores índices de acidentes mesmo com as melhores estradas do mundo”, argumenta Paulo Resende, coordenador do núcleo de logística da Fundação Dom Cabral.

 

Fonte: Portal O Carreteiro

Anúncios

Montadoras investirão US$ 22 bi no Brasil

O grupo PSA Peugeot Citröen anunciou um aporte de R$ 3,7 bilhões para aumentar de 29 para 55 unidades por hora a produção de Porto Real (RJ)

A expectativa de crescimento econômico impulsiona os investimentos das montadoras no Brasil, que devem chegar a US$ 22 bilhões no país nos próximos anos. Os presidentes das montadoras destacam a mu­­dança do perfil da produção brasileira, que deixou de fabricar carros planejados em outros países para aplicar tecnologia desenvolvida localmente.

Durante o XXI Congresso da Federação Nacional da Distri­buição de Veículos Automo­tores (Fenabrave), o presidente da Anfavea (representante das montadoras), Cledorvino Bel­lini, ressaltou que o mercado automotivo completa, em 2011, o oitavo ano consecutivo de crescimento – a alta acumulada no período é de 158%.

“O país tem potencial para crescer muito mais, comercializando 6,3 milhões de veículos por ano em 2020”, disse Bellini.

É nessa onda de boas perspectivas que as montadoras querem surfar. A General Motors, que vende 1 milhão de carros na América do Sul (657 mil só no Brasil), quer ampliar a produção para 1,4 milhão de unidades até 2015. Para isso, segundo o presidente da GM para a América do Sul e Brasil, Jaime Ardila, os carros terão de apresentar itens para conquistar os clientes em um mercado cada vez mais acirrado.

“Os carros vão precisar trazer conceitos de conectividade, com acesso à internet e GPS, por exemplo. E, para uma marca ser significativa no Brasil, precisa produzir no país para garantir presença”, afirmou o executivo.

O presidente mundial do grupo PSA Peugeot Citröen, Philippe Varin, anunciou um aporte de R$ 3,7 bilhões no país até 2015, para que a produção de veículos em sua unidade em Porto Real (RJ) aumente de 29, hoje, para 55 automóveis por hora. O presidente do grupo Ford, Marcos de Oliveira, estima que a companhia vai investir R$ 4,5 bilhões no país até 2015. “Queremos atualizar a nossa linha de produção e ampliar o uso da tecnologia no país. Por exemplo, a nova versão do EcoSport vai ser produzida no Brasil e a tecnologia vai ser levada aonde formos fabricar”, explica.

 

Fonte: Gazeta do Povo – PR

Montadoras preveem alta entre 4% e 2% em 2012

Peugeot-Citroën busca vendas fora da Europa

O presidente da Ford no Brasil, Marcos de Oliveira, apresentou ontem a mais otimista projeção nas vendas de automóveis para o próximo ano. Segundo Oliveira, o crescimento será de 4%, acompanhando o PIB (Produto Interno Bruto).

Confirmando a previsão deste ano, entre 3,650 e 3,690 milhões de unidades, o país atingirá ao menos 3,8 milhões de carros comercializados em 2012.

“Não acredito num crescimento menor do que 4% por causa da solidez da economia brasileira, do aumento da renda do brasileiro e seu potencial de consumo, principalmente, para adquirir carros”, disse Oliveira.

Já a projeção mais pessimista veio do presidente da GM (General Motors) para a América do Sul e o Brasil, Jaime Ardila.

Segundo o executivo, a alta nas vendas não deve ultrapassar os 2% -para 3,72 milhões de unidades.

O motivo, segundo ele, é a base de comparação anual e os eventuais efeitos da crise financeira vivida pela Europa e pelos Estados Unidos, além da limitação do governo em aumentar os gastos.

Os dois executivos participaram ontem de feira de negócios promovida pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) em São Paulo. O evento termina hoje.

Também presente na feira, o presidente mundial da Peugeot-Citroën, Philippe Varin, não fez projeções para 2012, mas afirmou que o grupo vai buscar 50% do faturamento fora da Europa até 2015.

A estimativa dos distribuidores é que as vendas cresçam 3% em 2012.

A mesma projeção foi feita na semana passada pelo presidente da chinesa JAC no Brasil, Sérgio Habib. “Não deve ultrapassar os 3%.”

Pós-2012 – Ao mostrar sua projeção, porém, Ardila, da GM, fez uma consideração: passando 2012, considerado por ele um “ano de transição”, a expectativa é que as vendas no país voltem a crescer à taxa de 5% ao ano.

Varin, por sua vez, afirmou que o Brasil está no centro da estratégia da Peugeot-Citroën e no centro do mundo.

“O futuro é cada vez mais desse lado do Atlântico”, disse, destacando também a China e a Índia. 
 

Fonte: Folha de S. Paulo 

SP precisa de 21 obras urgentes em pontes

Avaliação é da gestão Kassab, que incluiu reformas de estruturas em seu plano de metas para o ano que vem

Apesar de um estudo de 2007 apontar pontos críticos, prefeito decide apenas agora pedir uma avaliação geral de risco

A poucos metros da Câmara, um dos centros do poder paulistano, a fissura de 5 cm no viaduto Jacareí ilustra bem uma ameaça crescente: a deterioração das estruturas viárias de concreto da cidade.

A admissão do risco cada vez maior vem da própria gestão Gilberto Kassab (PSD).

No início do mês, o prefeito alterou uma de suas metas na Agenda 2012 -recuperar 30 pontes e viadutos- para retirar 17 locais “menos críticos” e incluir outros cujas intervenções são urgentes.

As obras “furaram a fila”, diz a prefeitura, porque houve “agravamento nas estruturas” desses locais.

Na nova lista há muitos locais de tráfego intenso como os viadutos Dona Paulina (Sé), Nove de Julho (República), Santo Amaro (Moema) e Grande São Paulo (Ipiranga).

Os 17 novos locais se juntam a quatro que estão no plano desde 2009, somando 21 pontes e viadutos em estado muito crítico -nenhum tem licitação em andamento.

Anteontem, em um dos locais, a ponte dos Remédios, desabamento de parte da mureta e da calçada interditou a via por cerca de 15 horas.

Com vida útil de 50 anos, as pontes e viadutos, quase todos feitos entre os anos 1950 e 1970, estão no limite.

Além do aumento do tráfego, comprometem as estruturas os choques de caminhões, as deteriorações de vigas e o surgimento de infiltrações.

“É claro que o cidadão corre risco”, diz João Alberto Viol, presidente do Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva).

Além de redefinir as urgências, a prefeitura abriu concorrência para fazer uma ampla inspeção em todos os viadutos, passarelas, pontes e túneis -são 456 no total.

Apesar das iniciativas do governo, o problema não é novo: estudo de 2007, do Sinaenco e do Instituto de Engenharia, listou 68 locais críticos. O documento gerou um acordo com a Promotoria, que resultou até agora em apenas nove obras feitas.

Segundo a prefeitura, desde 2006 foram investidos R$ 120 milhões em reparos, manutenção e reforço estrutural de 27 locais. Dados com base em inspeção feita pelo Sinaenco e pelo Instituto de Engenharia calcularam em R$ 7,8 bilhões o valor necessário para obras em 2007.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Aliança volta a construir navios no Brasil

As embarcações, com capacidade de transportar 3 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), vão ter bandeira brasileira e serão usadas na cabotagem (a navegação costeira)

Após anos de prospecções e análises de mercado, a brasileira Aliança Navegação e Logística, da alemã Hamburg Süd, tomou a decisão de construir, no Brasil, navios para o transporte de contêineres. A empresa teve aprovada ontem a “prioridade” pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), fonte de financiamento de longo prazo do setor naval, para construir no Estaleiro Ilha S.A. (EISA), no Rio, quatro navios porta-contêineres. O pedido de financiamento é de US$ 370 milhões, 90% do investimento total no projeto de cerca de US$ 400 milhões.

As embarcações, com capacidade de transportar 3 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés), vão ter bandeira brasileira e serão usadas na cabotagem (a navegação costeira). Os navios vão permitir renovar a frota da Aliança na cabotagem, segmento que cresce acima do Produto Interno Bruto (PIB). Dados da Hamburg Süd indicam que a cabotagem deve crescer 7% em 2011 em relação ao ano passado, totalizando 540 mil TEUs. Para 2012, estima-se um aumento de 8% com o volume movimentado podendo chegar a 583,2 mil TEUs. Para a Aliança, um dos vetores de crescimento na cabotagem é o tráfego sul-norte, com destino Manaus, no Amazonas.

O crescimento da atividade estimula os armadores a expandir e renovar as frotas. A Log-In, empresa coligada da Vale que também atua na cabotagem, tem contratos para construir sete navios no mesmo estaleiro EISA por R$ 1 bilhão. Na encomenda, cinco navios são porta-contêineres, adquiridos por R$ 700 milhões, e dois são graneleiros comprados por R$ 300 milhões e dedicados ao transporte de bauxita na região norte do Brasil.

No caso da Aliança, os novos navios vão substituir parte da frota de oito embarcações que a empresa tem em operação na costa do Brasil, Uruguai e Argentina, a chamada grande cabotagem. A frota atual tem capacidade de transportar 3,7 mil TEUs por semana, volume que deve aumentar quase 15%. Isso porque os novos navios vão permitir agregar mais 500 TEUs por semana de capacidade a partir do momento em que os contratos se tornarem efetivos, antes mesmo da entrega das embarcações. Pela legislação brasileira, a empresa pode afretar navios no mercado enquanto estiver construindo navios de bandeira brasileira.

Julian Thomas, diretor-superintendente da Aliança, disse que o preço oferecido hoje no Brasil para construir esse tipo de navio é bem mais interessante do que no passado. Antes de definir a classe dos navios que agora pretende construir, a Aliança analisou a possibilidade de montar no país embarcações de menor capacidade, na faixa de 2,5 mil TEUs. Os últimos navios construídos pela Aliança no mercado brasileiro foram o Aliança Brasil e o Aliança Europa, em 1994, poucos anos depois de o grupo Oetker, dono da Hamburg Süd, adquirir a Aliança, em 1988.

No exterior, a Hamburg Süd, maior armador de contêineres da Costa Leste da América do Sul, tem um agressivo programa de construção de navios de grande porte para atender o transporte de cargas em diversos tráfegos. São navios de 7,1 mil TEUs e a próxima série de navios da empresa deve ter capacidade ainda maior, na faixa de 9,5 mil TEUs.

Thomas disse que a Aliança sempre manteve o plano de construir navios novamente no Brasil. Ele afirmou que entre a obtenção da prioridade pelo Fundo da Marinha Mercante e a efetivação dos contratos é preciso superar uma série de etapas, incluindo a negociação com o agente financeiro do fundo. A Aliança ainda não definiu qual será o agente repassador dos recursos, que deve ser definido entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e CEF. Um executivo da construção naval mostrou-se cauteloso. Disse esperar que agora, depois de tantas tentativas, a Aliança de fato consiga levar adiante o seu projeto de construção naval no Brasil.

 

Fonte: Valor Econômico

Homem é preso após assalto

Carga roubada estava avaliada em R$61 mil.

Um homem foi preso após roubar um caminhão que transportava uma carga de tecidos ontem, no bairro Vila União. Os três funcionários da empresa, o motorista e dois ajudantes, foram mantidos reféns por seis homens durante mais de uma horas. Após uma testemunha relatar o caso aos policiais do Ronda, eles conseguiram prender os bandidos e recuperar a carga minutos depois do assalto.

Sete homens em dois carros seguiram o veículo e, em um sinal da avenida Luciano Carneiro, um dos bandidos abordou o caminhão, obrigou as vítimas a descer do transporte e tentou levar o caminhão com a mercadoria para um receptador. Mas, durante o percurso, o assaltante foi flagrado pelos policiais.

Os outros criminosos circularam pela cidade com as vítimas e as libraram no Anel Viário, já em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. A carga de mais de 2,5 toneladas de tecido e avaliada em R$ 61 mil seria entregue no bairro Siqueira, segundo Francisco de Assis da Silva Lima, 30, preso durante a ação. Em depoimento, ele disse apenas que receberia R$ 150 para fazer o transporte da mercadoria.

Segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cagas, Bruno Figueiredo, o acusado já responde a receptação, assalto e já esteve preso na delegacia. Uma das vítimas relatou que passou por um momento difícil. “Depois que eles nos renderam no carro deles, não vi mais nada. Eles mandaram a gente baixar a cabeça e não se mexer”, conta, nervoso, o ajudante Olisvar de Freitas.

 

Fonte: O Povo Online

Brasil quer estar entre os dez mais em logística

Espera-se que já no próximo ano, o País fique em 30º no mundo. Entre 2007 e 2010, o salto foi de 20 posições

Ministro Leônidas Cristino, da Secretaria dos Portos, fechou o Seminário de Logística, realizado no Gram Marquise

Até 2022, o Brasil deverá figurar entre os dez países com melhor desempenho logístico no mundo, segundo expectativa apresentada ontem pelo ministro dos portos, Leônidas Cristino, no encerramento do VI Seminário SEP de Logística. De acordo com dados apresentados por ele, ainda em 2007, o País ocupava a 61ª posição no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial. Três anos depois, em 2010, saltou para a 41ª, e espera-se que já no próximo ano fique em 30º no mundo. Ele explicou que o avanço deve acontecer porque o Governo vem investindo substancialmente no setor portuário, responsável, atualmente, por 95% das relações de comércio exterior brasileiras. O ministro apresentou ainda o balanço das operações dos portos do País no terceiro trimestre, como exemplo ao trabalho que vem sendo realizado pela SEP. O período, de resultados positivos, foi, para ele, marcado pela “dinamização dos portos organizados”. A movimentação de cargas alcançou a marca de 232 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 6,9% em relação ao ano passado. Já a quantidade de contêineres saltou 17,3%, em comparação a 2010 e a cabotagem – navegação entre os portos nacionais – cresceu 7,8%.

Leônidas Cristino lembrou dos gargalos do setor, mas fez questão de ressaltar as soluções que estão sendo criadas. A questão da burocracia para ele, entrave importante, deve ser resolvida em parte com o programa Porto sem Papel.

Terminal de passageiros

Outro ponto foi quanto ao processo licitatório do Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe. Ele explicou que também problemas burocráticos estão atrasando essa fase, mas que espera que até o início do próximo ano as obras sejam efetivamente iniciadas.

DESBUROCRATIZAÇÃO

Porto sem papel deve sair em 2012

Considerado uma solução aos entraves burocráticos do setor portuário, o programa Porto sem Papel deve começar a funcionar nos terminais cearenses já no início do próximo ano.

Segundo o presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, o Porto do Mucuripe, por exemplo, já está com quase todos os equipamentos adquiridos, entre computadores e softwares. Eles esperam somente pela compra do scanner, que é de responsabilidade do Governo do Estado.

Investimentos

“Serão investidos cerca de R$ 10 milhões, via Governo Federal, mais R$ 8 milhões do Estado, na compra do scanner”, explica. Holanda disse ainda que entre os dias 5 e 9 de dezembro, a equipe da Companhia Docas já será treinada para a operação automatizada, que deve eliminar a papelada no embarque e desembarque de cargas. A experiência do Porto sem Papel já é bem sucedida em grandes portos como o de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. Nesses locais, o programa já conseguiu reduzir em 50% o tempo médio de estadia dos navios, que é de cinco dias atualmente. “Isso diminui o Custo Brasil e aumenta a competitividade das nossas mercadorias”, explica o gestor da Companhia Docas. (ACQ).

 

Fonte: Diário do Nordeste